segunda-feira, 31 de agosto de 2015

FRANCISCO E OS DESAFIOS DESTA HORA HISTÓRICA



Vós sois semeadores de mudança! Não se acanhem!"

1. Precisamos e queremos uma mudança

Queremos uma mudança, uma mudança real, uma mudança de estruturas. Este sistema é insuportável: não o suportam os camponeses, não o suportam os trabalhadores, não o suportam as comunidades, não o suportam os povos... E nem sequer o suporta a Terra, a irmã Mãe Terra, como dizia São Francisco.

Queremos uma mudança nas nossas vidas, nos nossos bairros, no vilarejo, na nossa realidade mais próxima; mas uma mudança que toque também o mundo inteiro, porque hoje a interdependência global requer respostas globais para os problemas locais. A globalização da esperança, que nasce dos povos e cresce entre os pobres, deve substituir esta globalização da exclusão e da indiferença. 

2. E indicou várias Tarefas:

- A primeira tarefa é pôr a economia ao serviço dos povos.
- A segunda tarefa é unir os nossos povos no caminho da paz e da justiça.
- A terceira tarefa, e talvez a mais importante que devemos assumir hoje, é defender a Mãe Terra.

3. Quem vai fazer as mudanças?

Vós sois semeadores de mudança!

O futuro da humanidade não está unicamente nas mãos dos grandes dirigentes, das grandes potências e das elites. Está fundamentalmente nas mãos dos povos; na sua capacidade de se organizarem e também nas suas mãos que regem, com humildade e convicção, este processo de mudança.

Que posso fazer eu, recolhedor de papelão, catador de lixo, limpador, reciclador, frente a tantos problemas, se mal ganho para comer? Que posso fazer eu, artesão, vendedor ambulante, carregador, trabalhador irregular, se não tenho sequer direitos laborais? Que posso fazer eu, camponesa, indígena, pescador que dificilmente consigo resistir à propagação das grandes corporações? Que posso fazer eu, a partir da minha comunidade, do meu barraco, da minha povoação, da minha favela, quando sou diariamente discriminado e marginalizado? Que pode fazer aquele estudante, aquele jovem, aquele militante, aquele missionário que atravessa as favelas e os paradeiros com o coração cheio de sonhos, mas quase sem nenhuma solução para os meus problemas?

Muito! Podem fazer muito. Vós, os mais humildes, os explorados, os pobres e excluídos, podeis e fazeis muito. Atrevo-me a dizer que o futuro da humanidade está, em grande medida, nas vossas mãos, na vossa capacidade de vos organizar e promover alternativas criativas na busca diária dos “3 Ts” (trabalho, teto, terra), e também na vossa participação como protagonistas nos grandes processos de mudança nacionais, regionais e mundiais.

Não se acanhem!"

E lembrou que “a Igreja, os seus filhos e filhas, fazem parte da identidade dos povos na América Latina. Identidade que alguns poderes, tanto aqui como noutros países, se empenham por apagar, talvez porque a nossa fé é revolucionária, porque a nossa fé desafia a tirania do ídolo dinheiro.”

(Francisco aos Movimentos Populares, Bolívia, 09 julho 2105)

Este encontro de Movimentos Populares é um sinal, é um grande sinal: vocês vieram colocar na presença de Deus, da Igreja, dos povos, uma realidade muitas vezes silenciada. Os pobres não só padecem a injustiça, mas também lutam contra ela!

Não se contentam com promessas ilusórias, desculpas ou pretextos. Também não estão esperando de braços cruzados a ajuda de ONGs, planos assistenciais ou soluções que nunca chegam ou, se chegam, chegam de maneira que vão em uma direção: ou de anestesiar ou de domesticar. Isso é meio perigoso. Vocês sentem que os pobres já não esperam e querem ser protagonistas, se organizam, estudam, trabalham, reivindicam e, sobretudo, praticam essa solidariedade tão especial que existe entre os que sofrem, entre os pobres, e que a nossa civilização parece ter esquecido ou, ao menos, tem muita vontade de esquecer.

“Como é lindo quando vemos em movimento os Povos, sobretudo os seus membros mais pobres e os jovens. Então, sim, se sente o vento da promessa que aviva a esperança de um mundo melhor. Que esse vento se transforme em vendaval da esperança.”  

(Francisco aos Movimentos Populares, outubro de 2014)

 

domingo, 30 de agosto de 2015

SEMINÁRIO DA VIDA RELIGIOSA INSERIDA E SOLIDÁRIA

 

Aconteceu neste final de semana, 28,29e 30 de Agosto de 2015, na Casa Marista da Juventude (CAJU) em Porto Alegre o Seminário da Vida Religiosa Inserida e Solidária com a participação de Religiosos oriundo de diversos Municípios do Rio Grande do Sul.
O Tema do Seminário abordado pela Irmã Mercedes Lopes  foi : Protagonismo das Mulheres: na Bíblia, na Sociedade, na Vida Religiosa Consagrada e na Política! O Seminário teve momento de reflexão, Espiritualidade, convivência alegre e fraterna e muita troca de experiências que impulsiona e  a Vida Religiosa Inserida e Solidária a lutar pelos mais pobres e excluídos sem desanimar. O encontro encerou com a Dança da Paz que fortaleceu e animou o espirito dos participantes que saíram cheios de alegria e disposição para seguir em frente com sua caminhada de inseridos e solidários junto ao povo.

 
 
 
 
 
 
















segunda-feira, 17 de agosto de 2015

 
 
CONFERÊNCIA DOS RELIGIOSOS DO BRASI

REGIONAL PORTO ALEGRE / RS

Trav. Francisco Leonardo Truda, 98, 2º andar – Salas 23 e 25

90010-050  - P.ALEGRE/RS


Telefone: (51)3221 0050 / 0277    Fax: (51) 3212 0108

E-mail para envio da Inscrição: secrepoa@terra.com.br
 
 
 
 
 
 
Porto Alegre, 09 de julho de 2015.
Circular nº 12
Assunto: Seminário Estadual da VR Inserida e Solidária
 
 
Estimadas irmãs e estimados irmãos, Paz e Bem!
 
Na dinamicidade do ano, já estamos às portas do nosso Seminário Estadual da VRI e Solidária, que é sempre esperado com alegria. É um encontro que ajuda a revigorar nossa missão, partilhar nossa vida, nossa realidade, nossos desafios, nossas lutas e conquistas.  Estamos passando por dificuldades que atingem nossa missão, mas não percamos de vista o horizonte com Deus, que nos leva à liberação.
Esperamos todas e todos com alegria.
 
A seguir, algumas informações para o bom andamento do Seminário:
 
Tema: O protagonismo da mulher na Bíblia, na Sociedade, na Vida Religiosa Consagrada e na Política.
 
Assessora: Ir. Mercedes Lopes
Licenciada em Teologia e Bíblia pela UBL da Costa Rica, diplomada em Espiritualidade pela PUC de Madri, mestre e doutora em Ciências da Religião, pela UMESP, na área de literatura e religião no mundo bíblico. Assessora do CEBI e da CRB (RJ). Assessora grupos de leigos e da VRC no Brasil e em outros países da América Latina.
 
Data: 28 a 30 de agosto 2015.  Início às 18h30 do dia 28, com a janta, e término às 12h do dia 30, com o almoço.
 
Local: CAJU (Casa Marista da Juventude)
Endereço: Rua Aracaju, nº 651 – Vila Nova – Porto Alegre/RS. Fone: (51)3241 4722
Como chegar:
Ônibus – Jardim Vila Nova (linha 262) - Saída na Av. Salgado Filho
Ônibus – Grutinha (linha 270) - Saída na Av. Salgado Filho
Lotação – Jardim Vila Nova Via Praia de Belas (linha 204) - Saída na Av. Borges de Medeiros, perto da Av. Salgado Filho.
Nas três opções, descer na Churrascaria Tropeiro, Rua Vicente Monteggia, entrar na rua lateral e seguir até o local do Seminário.
 
Hospedagem na CAJU: Total por pessoa: R$150,00 (cento e cinquenta reais).
 
Inscrição (CRB):

Ficha preenchida: enviar pelo e-mail secrepoa@terra.com.br ou entregar diretamente na Sede da CRB, até 21/08/2015.

Taxa: R$50,00 (cinquenta reais), a ser paga na Sede da CRB ou no local e dias do Seminário.
Observação: Mesmo que o pagamento da Taxa seja feito nos dias do evento, a Ficha de Inscrição deve estar na CRB até 21/08.
 
Agradecemos, desde já, pela sua participação e damos Boas-vindas a todos/as!
 


Irmã Clarice Teresinha Heck, FPCC

Coordenadora do Grupo VR Inserida e Solidária

 

Irmão Edgard Hengemüle, FSC

Coordenador da CRB/RS


 

 

FICHA DE INSCRIÇÃO nº 12

 

 


Seminário Estadual da VRC Inserida e Solidária


  28 a 30 de agosto 2015


 


Nome completo: .......................................................................................................................................

Endereço: Rua:........................................................................... Nº........        Bairro:  .............................

CEP:........................................Cidade:.................................................................... Estado:....................

Telefone(s):...............................................................................................................................................  

E-mail:  ......................................................................................................................................................

Congregação: ........................................................................................................................................... 

 

 

Taxa de Inscrição: R$50,00 (cinquenta reais).

Forma de pagamento escolhida:

(   ) diretamente na Sede da CRB         

(   ) no local e dias do Seminário

 

 

Obs. Mesmo que o pagamento da Taxa seja feito durante o Seminário, a Ficha de Inscrição deve estar na CRB até 21/08/2015

 

 

 

 

Recibo da Taxa de Inscrição em nome de: ................................................................................................

 

Endereço completo que deve constar no Recibo: ........................................................................................

 

.......................................................................................................................................................................

 

CNPJ da Congregação (se for necessário para o Recibo)............................................................................

 

Se desejar Recibo em conjunto, citar aqui com quem: .................................................................................

 

Obs. Como os Recibos são organizados com antecedência, pede-se a gentileza de preencher os dados solicitados.

sábado, 16 de maio de 2015

Irmã Katia Sassi assessorando o Encontro da VRI e Solidária de 15 a 17 de Maio 2015


Assessora: Ir. Katia R. Sassi das Irmãs de 
são José. Possui graduação em Teologia pela Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana (2001), especialização em Assessoria Bíblica pela Escola Superior de Teologia (2004) e mestrado em Teologia Bíblica pela Escola Superior de Teologia (2014). Atualmente é professora e Coordenadora do Curso Sequencial de Formação Cristã da Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana (ESTEF). Tem experiência na área de Teologia, com ênfase em Teologia Bíblica, atuando principalmente nos seguintes temas: Teologia do Antigo e Novo Testamento, Leitura Popular e Orante da Bíblia. Também atua na formação bíblico-teológica de lideranças eclesiais.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Runião da Equipe de Coordenação da Vida Religiosa Inserida e Solidaria

Nesta Quinta-feira, 30 de Abril aconteceu a  reunião  da Equipe de coordenação da vida Religiosa Inserida e Solidaria. A Reunião foi na Casa  Fonte Colombo- Centro de Promoção da Pessoa Soropositiva HIV/Aids - Obra social dos Freis Capuchinhos e Residência de Frei Eduardo . Mesmo com a falta de alguns membros, o foco da reunião foi a preparação do Encontro de Espiritualidade que acontecerá de 15 a 17 de Maio, com o tema: Espiritualidade Exodal que  será assessorado pela Irmã Katia Sassi. Contamos com a presença de cada uma e cada um para o enriquecimento do nosso encontro.




 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Nota da CNBB sobre o momento nacional

“Entre vós não deve ser assim” (Mc 10,43)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunida em sua 53ª Assembleia Geral, em Aparecida-SP, no período de 15 a 24 de abril de 2015, avaliou, com apreensão, a realidade brasileira, marcada pela profunda e prolongada crise que ameaça as conquistas, a partir da Constituição Cidadã de 1988, e coloca em risco a ordem democrática do País. Desta avaliação nasce nossa palavra de pastores convictos de que “ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos” (EG, 183).
O momento não é de acirrar ânimos, nem de assumir posições revanchistas ou de ódio que desconsiderem a política como defesa e promoção do bem comum. Os três poderes da República, com a autonomia que lhes é própria, têm o dever irrenunciável do diálogo aberto, franco, verdadeiro, na busca de uma solução que devolva aos brasileiros a certeza de superação da crise.
A retomada de crescimento do País, uma das condições para vencer a crise, precisa ser feita sem trazer prejuízo à população, aos trabalhadores e, principalmente, aos mais pobres. Projetos, como os que são implantados na Amazônia, afrontam sua população, por não ouvi-la e por favorecer o desmatamento e a degradação do meio ambiente.
A lei que permite a terceirização do trabalho, em tramitação no Congresso Nacional, não pode, em hipótese alguma, restringir os direitos dos trabalhadores. É inadmissível que a preservação dos direitos sociais venha a ser sacrificada para justificar a superação da crise.
A corrupção, praga da sociedade e pecado grave que brada aos céus (cf. Papa Francisco – O Rosto da Misericórdia, n. 19), está presente tanto em órgãos públicos quanto em instituições da sociedade. Combatê-la, de modo eficaz, com a consequente punição de corrompidos e corruptores, é dever do Estado. É imperativo recuperar uma cultura que prima pelos valores da honestidade e da retidão.  Só assim se restaurará a justiça e se plantará, novamente, no coração do povo, a esperança de novos tempos, calcados na ética.
A credibilidade política, perdida por causa da corrupção e da prática interesseira com que grande parte dos políticos exerce seu mandato, não pode ser recuperada ao preço da aprovação de leis que retiram direitos dos mais vulneráveis. Lamentamos que no Congresso se formem bancadas que reforcem o corporativismo para defender interesses de segmentos que se opõem aos direitos e conquistas sociais já adquiridos pelos mais pobres.
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215/2000, por exemplo, é uma afronta à luta histórica dos povos indígenas que até hoje não receberam reparação das injustiças que sofreram desde a colonização do Brasil. Se o prazo estabelecido pela Constituição de 1988 tivesse sido cumprido pelo Governo Federal, todas as terras indígenas já teriam sido reconhecidas, demarcadas e homologadas. E, assim, não estaríamos assistindo aos constantes conflitos e mortes de indígenas.
A PEC 171/1993, que propõe a redução da maioridade penal para 16 anos, já aprovada pela Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça da Câmara, também é um equívoco que precisa ser desfeito. A redução da maioridade penal não é solução para a violência que grassa no Brasil e reforça a política de encarceramento num país que já tem a quarta população carcerária do mundo. Investir em educação de qualidade e em políticas públicas para a juventude e para a família é meio eficaz para preservar os adolescentes da delinquência e da violência.
O Estatuto da Criança e do Adolescente, em vigor há 25 anos, responsabiliza o adolescente, a partir dos 12 anos, por qualquer ato contra a lei, aplicando-lhe as medidas socioeducativas. Não procede, portanto, a alegada impunidade para adolescentes infratores. Onde essas medidas são corretamente aplicadas, o índice de reincidência do adolescente infrator é muito baixo. Ao invés de aprovarem a redução da maioridade penal, os parlamentares deveriam criar mecanismos que responsabilizem os gestores por não aparelharem seu governo para a correta aplicação das medidas socioeducativas. 
O Projeto de Lei 3722/2012, que altera o Estatuto do Desarmamento, é outra matéria que vai na contramão da segurança e do combate à violência. A arma dá a falsa sensação de segurança e de proteção. Não podemos cair na ilusão de que, facilitando o acesso da população à posse de armas, combateremos a violência. A indústria das armas está a serviço de um vigoroso poder econômico que não pode ser alimentado à custa da vida das pessoas. Dizer não a esse poder econômico é dever ético dos responsáveis pela preservação do Estatuto do Desarmamento.
Muitas destas e de outras matérias que incidem diretamente na vida do povo têm, entre seus caminhos de solução, uma Reforma Política que atinja as entranhas do sistema político brasileiro. Apartidária, a proposta da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, da qual a CNBB é signatária, se coloca nessa direção.
Urge, além disso, resgatar a ética pública que diz respeito “à responsabilização do cidadão, dos grupos ou instituições da sociedade pelo bem comum” (CNBB – Doc. 50, n. 129). Para tanto, “como pastores, reafirmamos ‘Cristo, medida de nossa conduta moral’ e sentido pleno de nossa vida” (Doc. 50 da CNBB, Anexo – p. 30).
Que o povo brasileiro, neste Ano da Paz e sob a proteção de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, supere esse momento difícil e persevere no caminho da justiça e da paz. 
Aparecida, 21 de abril de 2015. 

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida/SP - Presidente
Dom José Belisário da Silva, OFM
Arcebispo de São Luís/MA – Vice-presidente
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília - Secretário Geral da CNBB

http://www.cnbb.org.br/eventos-1/assembleia-geral-1/16376-cnbb-divulga-nota-sobre-o-momento-nacional

quarta-feira, 22 de abril de 2015

CONGRESSO NACIONAL DA VIDA CONSAGRADA


NOTA SOBRE A SITUAÇÃO DO PAÍS
         A Conferência dos Religiosos do Brasil, por ocasião do Congresso Nacional para a  Vida Consagrada, realizado nos dias 07 a 10 de abril de 2015, em Aparecida, São Paulo, com a presença de mais de dois mil Religiosos e Religiosas de muitas Congregações e Institutos de Vida Consagrada, Sociedade de Vida Apostólica e Institutos Seculares, de todo o Brasil, refletiu, entre outros assuntos,  sobre o complexo e difícil momento pelo qual passa o País, sobretudo no que se refere à ameaça aos avanços sociais e aos processos democráticos, que consolidamos nos  últimos anos, bem como sobre as dificuldades econômicas que assolam nossa população.
          Refletindo sobre a identidade e profecia, constatou-se a urgência de uma reação pacífica, mas contundente, contra as práticas repressoras em curso: a iminência de aprovação da redução da maioridade penal, a perda de conquistas trabalhistas, a lentidão da nossa justiça, a corrupção e, por vezes, a manipulação midiática que  distorce os fatos e imprime uma abordagem parcial dos mesmos.
       É legítimo o clima de insatisfação popular frente ao “escândalo da corrupção na Petrobrás, as recentes medidas de ajuste fiscal adotadas pelo Governo, o aumento da inflação, o aumento abusivo dos preços de determinados serviços, a crise na relação entre os três Poderes da República”. No entanto nada legitima um “golpe na democracia”, pois o Estado Democrático de Direito foi conquistado com muita luta,  sofrimento e martírio em tempos não muito remotos.
      As manifestações de rua,  ainda que legítimas, correm o perigo de servirem  aos interesses privados de grupos fechados ao bem da população, em particular dos mais pobres.
     Conscientes de que o que está em jogo é  um conflito de projetos de sociedade, nossa missão profética   coloca-nos  sempre ao lado dos que mais sofrem, com uma postura ética, pautada na justiça e defesa dos direitos. Por isso, nos posicionamos contra toda forma de  dominação,  interesses, iniciativas e processos que violentem ou abortem as conquistas que potencializam a inclusão dos mais pobres. Assumimos o projeto de Lei de Iniciativa Popular obra da coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas. Nos posicionamos contra a redução da maioridade penal, o não reconhecimento das causas indígenas e dos quilombolas, e refutamos todas as atitudes que ferem a democracia e a legitimidade das eleições.
       Convocamos a todas e todos para que se mantenham firmes neste caminho, com uma postura crítica e lúcida neste momento histórico, discernindo com solicitude o que apoiar, exercendo uma  cidadania ativa voltada para o fortalecimento das causas da justiça e da paz.
      Que nossa Senhora Aparecida, nos ilumine e conduza sempre nos caminhos da justiça e profecia.
Aparecida,  10 de abril de 2015.
IR. MARIA INÊS VIEIRA RIBEIRO, mad
Presidente da CRB Nacional
Pelos Consagrados e Consagradas presentes no Congresso Nacional